domingo, 25 de outubro de 2009

OS DOIS CASTORES

Ora cá está um dos objectivos deste Blogue: que todos, e não apenas os dirigentes e pais, partilhem ideias, histórias, comentários, enfim...
Aqui fica uma linda história de Lobitos(a) para Lobitos e adultos, enviada pela "Pata Tenra" Rita Covelinhas, com a ajuda do pai:

Os dois Castores!...

«Um dia, durante a construção de um enorme dique para conter o rio que teimava em se encher com a água da chuva, o castor do Rio da Direita notou, exausto, que os galhos estavam a terminar. Embaraçado, gritou, então, ao castor do Rio da Esquerda, se ele lhe poderia dispensar um ou dois galhos dos seus.
Voaram dois galhos por cima da sua cabeça, que o castor agoniado tratou de enfiar pelo amontoado de galhos que já começava a mostrar sinal de fraqueza. Desesperado, o castor tratou de ajeitar os galhos aqui e ali, até que, em pânico, perguntou mais uma vez ao castor do Rio da Esquerda se ele poderia dispensar mais dois ou três galhos. Ainda os galhos voavam para o seu lado, e já o castor, nervoso, os encaixava no meio da pilha de galhos que agora tremiam como uma gelatina e estancou, paralisado, à espera do pior.
Muito aflito, gritando por socorro, pela primeira vez na sua vida o castor do Rio da Direita subiu, atabalhoado, a encosta do seu rio e já ia começar a descer correndo para dentro do Rio da Esquerda, quando parou, chocado com o que via.
No Rio da Esquerda havia um outro dique, enorme e resistente, a conter a força da água. Deitado sobre ele, roendo calmamente uma folhinha de árvore, estava o outro castor, que observava as centenas de galhos que haviam sobrado, flutuando à sua frente… Antes que o castor do Rio da Direita se pudesse arrepender de algo, o seu pobre dique rebentou.
Em questão de minutos o rio transbordou, afogando o apavorado castor e cobrindo com enormes ondas o Rio da Esquerda – que engoliu o outro castor, a sua folhinha de árvore e as centenas de galhos que haviam sobrado.»

Uma lição que se pode tirar desta história é que… não adianta querer cuidar do seu rio sozinho!

Palavras mágicas: Partilha, Colaboração, Cooperação!

"Aprendo com a árvore e deixo cair as folhas secas do passado para que adubem o chão, onde as raízes preparam o futuro."

Abraço

Rita (com a juda do pai, Francisco Covelinhas)

domingo, 18 de outubro de 2009

LOBITOS EM (enérgica) ACTIVIDADE - Antes da formação dos Bandos

Olá Lobitagem!!!

Este sábado todos nos conhecemos um pouco melhor. Aprendemos também, brincando, coisas novas e coisas muito sérias, mas sobretudo divertidas, não é verdade?

Pois é! Não se esqueçam que contamos com vocês todos no próximo sábado... Esse vai ser um dia de muitas e importantes decisões na Alcateia. Não faltem para não ficarem a perder...
E já agora vão deixando uns comentários neste blogue ou no livro de visitas do site (http://agr1243.cne-escutismo.pt/).
Podem ainda enviar msg para o mail lobitos@agr1243.cne-escutismo.pt que depois nós publicamos.
Canhotas da Equipa de animação da I Secção.

sábado, 17 de outubro de 2009

HIKE - IV SECÇÃO (2h das mais deliciosas da minha vida)

É verdade... Que delicia de experiência eu vivi!
Com a Carol no espirito de todos, por quem todos pediram numa pequena oração, estes 4 jovens (porque de jovens se trata) permitiram-me o privilégio de partilhar um momento de mente aberta com eles.
Claro que me refiro ao pequeno retiro de reflexão que os novos Caminheiros (nossos do coração) estão a realizar no Telhal.
Não "chegaram" ao Caminheirismo porque apenas agora estão a "partir", reflectindo sobre o seu percurso, sobre o seu compromisso e sobre o seu próximo passo. Farão a Caminhada?
Hoje estão a reflectir sobre o seu projecto de vida pessoal, e todos rezamos para que seja construido ao nosso lado, com o escutismo por pano de fundo, com Deus na vontade. Como no texto que lemos ontem à noite:

Há dois elementos fundamentais para construir um projecto de vida coerente - a vontade de tomar a sério a própria vida e a infatigável procura de sentido.
Mas por onde devia começar?
O mundo é tão vasto...
Por meu país que é o que é
conheço melhor.
Mas, meu país é tão grande...
Seria melhor começar por minha cidade
mas minha cidade também é grande
seria melhor começar com a minha rua.
Não. Minha casa
Não. Minha família.
Não importa.
Começarei por mim mesmo...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

PEDÓFILIA NA NET - mais um Alerta

Fisheye SeascapeImage by James Loesch via Flickr

Recentemente tive conhecimento de dois casos de amigos meus, cujos filhos foram aliciados pelas redes de pedófilos que proliferam na Net. Felizmente não houve problemas, embora num dos casos o jovem estivesse quase a ser aliciado. Valeu-lhe a perspicácia da mãe que sem razão aparente – mas graças a um seu 6º sentido, ou pressentimento de perigo, ou á percepção subliminar de Mãe – resolveu “espiar” as conversas do filho no Hi5 e Msn, descobrindo, deste modo, a malha que o começava a envolver.
O segundo caso, graças à relação e ao diálogo próprios daquela família, foi a jovem quem deu o alerta aos pais, que agiram e aparentemente debelaram a tentativa de aproximação.
Por isso resolvi, também, deixar umas palavras de alerta e de preocupação, aqui neste espaço.
Os episódios aconteceram em período de férias, talvez por haver mais tempo para “navegar” num PC e na Net, mas poderia acontecer em qualquer outra altura do ano. Hoje em dia o perigo já não está só na rua, muitas vezes já paira dentro da própria casa, no espaço reservado do quarto dos nossos filhos.
E tudo começa, como começa qualquer diálogo na Net, como o exemplo que se segue que retirei da revista Visão, mas por certo é o mais comum dos textos entre jovens:
– «Oi. Teclas?»
– «Ok. Cm xamas?»
– «António. Tu?»
– «Diana.»
– «És mt gira!»
Este pode ser o mais banal inicio de um caso de abuso sexual, ou o isco para o enlace nas malhas da pedofilia.
Referem os especialistas que a escolha da vítima se faz nas visitas a sites como o Hi5, o MySpace, Facebook, Twiter… a que se segue a troca de mensagens pelo MSN que irão mesmo evoluir para as mensagens mais particulares no telemóvel.
E não se pense que é fácil de identificar uma tentativa de intromissão! O “predador” usa linguagem que encaixa na perfeição na onda juvenil, abreviada, simples, com recurso frequente ao elogio, mostrando-se sempre empático e compreensivo quando o assunto da conversa é a relação com os outros, em particular com os pais… e deste modo se vai construindo uma “relação de confiança” que leva a pedidos para se conhecerem melhor, a conversas mais particulares (troca-se o numero do telemóvel) e nelas começam surgir novos vocábulos, normalmente de conotação sexual inocente para testar o caminho e criar bases para avançar mais.
O primeiro contacto mais “físico” passa pela troca de fotos - normalmente falsas do lado do “predador”, mas podem ser verdadeiras quando se trata de um individuo mais jovem, mutas vezes aliciado para o efeito, e/ou já fazendo parte da rede – havendo um rosto há uma maior personalização da relação e o/a jovem começa a gostar da companhia à medida que o tempo passa.

S T O P !!!!!!Image by Caleb Lost via Flickr

Passo seguinte… mais uma das facilidades tecnológicas… a Webcam que torna o virtual mais próximo do real e a intimidade começa a deixar de o ser. Pela confiança na relação assim criada, um quase namoro, o jovem começa a ceder a pedidos inocentes, “apenas por brincadeira”, como executar poses mais ousadas, expor um seio, a coxa ou algo mais atrevido.
ALERTA VERMELHO!! Agora, mesmo que o/a jovem se aperceba, pode ser demasiado tarde para recuar sem consequências; o pedido de encontro surge – “Se não vens ter comigo, coloco as tuas fotos na Internet” – e o amigo virtual afinal tem mesmo um rosto, habitualmente bem mais velho…
Tudo o que parecia a construção de uma bonita relação de amizade (ou algo mais) começa a desmoronar pelo peso das ameaças que se seguem, revelando uma mentira muito bem ensaiada e montada!
Muitos pensarão: Mas afinal qual é o jovem suficientemente tolo para mostrar ou ceder fotos suas nuas? Eu próprio fiz uma visita por páginas do Hi5 e outras semelhantes, e deparei com exemplos bem comprometedores. Colegas meus fizeram-se passar por adolescentes em diálogos com os próprios filhos (sem o conhecimento destes) para lhes provar que é muito fácil serem enganados ao ponto de fazerem o que os "agressores" lhes pedem, inclusive a disponibilização de fotos de nudez.
Os exemplos são muitos na comunicação social, em testemunhos de vítimas e mesmo no nosso círculo de amigos… No entanto os jovens continuam a “cair que nem patinhos”.
Razões? Nalguma medida a deterioração da relação familiar, do núcleo familiar, a separação pais e filhos a falta de diálogo e comunicação… Mas também, e em grande medida, a inexperiência do jovem, o gosto pelo desconhecido, pela novidade, pelo risco; a necessidade constante do jovem conhecer e fazer novas relações.
Estão aqui os ingredientes para que qualquer pedófilo, em poucas semanas, consiga captar a curiosidade dos jovens de modo a concretizar um “encontro”. O perverso é que um dos intervenientes julga que sabe onde vai e o outro sabe mesmo porque e para o que vai.
Fica um exemplo que circula em vários meios e comunicação revelado pela PJ: “Após receber uma mensagem anónima no telemóvel, por brincadeira(?),Maria, 12 anos, começou a responder. Poucos dias depois, já tinha dito o nome, a idade e em que escola andava. Mais Tarde, numa data acordada, Maria esperava um rapaz pouco mais velho do que ela. «Vou ter contigo e damos uma volta de carro.» Ela aceitou. Acabou violada num descampado, à beira-rio, por um homem com cerca de 40 anos".
Claro que hoje os jovens conhecem bem estes riscos, o que deveria ser suficiente para se defenderem, mas o certo é que, com muita frequência, continuamos a ouvir as mesmas noticias. Isto leva a crer na ingenuidade (nalguns casos) e no vício/dependência pela Internet como facilitadores deste fenómeno.
Há um evidente desequilíbrio, nos jovens, entre a experiência técnica e a experiência de vida, que pode ser para ele, Adolescente/jovem, a diferença entre o início de uma vida sexual feliz ou traumática. Ou mesmo entre a vida e a morte.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

GRIPE A

Tão empolada pelos “média”, como se o fim do mundo se avizinhasse, hoje não se fala em muitos mais assuntos para além da Gripe Suína. A pandemia, que até prova em contrário, não faz um décimo das vítimas que faz a gripe Sazonal. Alarmemo-nos portanto?
Será que há interesses económicos por trás deste fenómeno? Será que há alguém ou alguma multinacional a encher os cofres com a mediatização a que assistimos e nos assusta e, por conseguinte, nos faz tomar atitudes que vão ao encontro de interesses menos claros? Enfim, são conjecturas que o leigo e o mais comum dos mortais têm o direito e a legitimidade de tecer.
E se em minha opinião, aquilo a que hoje assistimos na comunicação social raia um pouco a especulação e o sensacionalismo – disso não tenho dúvidas –, já a resposta das entidades competentes tem sido por demais meritória, se bem que muitas vezes forçada pelo enorme poder que tem o lobby da comunicação social, que obriga a medidas na proporção das notícias com que diariamente somos bombardeados.
Por outro lado, não podemos cair na face oposta, de negligência ou menosprezo do fenómeno. Efectivamente esta situação é para levar a sério, mas sem o pânico ou a fobia que hoje muitas pessoas sentem e que os noticiários alimentam.

O que é afinal a GRIPE A?
É uma forma de gripe... e como tal uma doença respiratória aguda, causada por um vírus (tipo A) com uma agressividade semelhante à do vírus da Gripe Sazonal, manifestando-se com um quadro semelhante a esta, durante um período de 7 a 10 dias até ao seu desaparecimento. Existem, actualmente, 3 subtipos do vírus (H1N1, H1N2 e H3N2), sendo o presente surto atribuído ao H1N1.
A sua transmissão pode-se fazer entre humanos pela tosse, espirros, o contacto com objectos contaminados levando de seguida as mãos ao nariz ou boca, mas não se transmite pelo consumo de alimentos (carne de porco ou aves ou seus derivados) pois a temperatura da cozedura elimina o vírus. Este vírus contém genes das variantes humana, aviaria e suína e é semelhante à da Gripe Sazonal. O período de contágio corresponde aos tais 7-10 dias de sintomas.
Como na Gripe Sazonal, as formas da doença são ligeiras, na sua maioria, e as pessoas que a contraem ficam imunizadas.



Mas se é tão semelhante à Gripe Sazonal, então porquê tanto alarmismo?
Podemos considerar alguns factores que contribuem para o diferenciar e levantar algumas questões:




  • É um vírus que o sistema imunitário humano desconhece por completo (embora o vírus da Gripe Sazonal também todos os anos sofra mutações e se apresente com uma “forma” diferente);
  • Surge num período (Verão no hemisfério Norte) em que a incidência dos quadros gripais Sazonais é pouco provável (embora também haja indivíduos com a “Gripe Sazonal” no Verão);
  • Para este vírus específico não há vacina, ainda, como já acontece para a variante Sazonal.

Sintomas prováveis de quem contrai este Vírus:
Mais uma vez se assemelha à Gripe Sazonal – Febre, dores no corpo e de cabeça, sensação de “mal estar” generalizado, sintomas respiratórios (como tosse, espirros, corrimento nasal) que em quadros mais exuberantes poderão causar dificuldade respiratória. Mas o que mais a distingue da Sazonal é a maior frequência de queixas como perda de apetite, náuseas, vómitos e diarreia (muito raros na Gripe Sazonal).
E atenção: O diagnóstico definitivo só pode ser feito pela análise das secreções brônquicas ou sangue.


Tamiflu e Relenza? Para Tratar a Gripe A?
Nem pensar!! As consequências do uso destes antiviricos poderão ser mais nefastas que os da própria doença. Estes só serão utilizados em casos muito específicos, com indicação e sob vigilância clínica (em meio hospitalar se necessário).
O tratamento indicado é o que preconizavam os nossos avós: “repouso e caldos de galinha”. Ou seja, a pessoa com sintomas é aconselhada a ficar em casa, em repouso durante os 7-10 dias de doença, evitando o contacto com outras pessoas (para evitar o contágio a terceiros), além disso a ingestão de líquidos (muitos líquidos) é fundamental, podendo recorrer-se ainda ao uso de analgésicos. Considerar o uso de máscara no caso de ter de sair à rua (para ir ao médico apenas).
Se o doente for uma criança pequena, provavelmente é mais fácil ser o adulto a usar a máscara, seguindo depois as recomendações que refiro mais abaixo. Com a criança é de fundamental importância a postura e a protecção dos pais, nesse sentido, há que procurar manter as rotinas do filho(a), evitar ver constantemente as notícias na televisão e na Net sobre o assunto e expô-lo a eventuais comentários alarmistas entre adultos.
Novamente de uma maneira geral, evitar partilhar toalhas de banho, pratos, copos e talheres. As toalhas e lençóis devem ser lavados a elevadas temperaturas. Limpe e areje diariamente o quarto e a casa de banho. Coloque os panos ou toalhetes de limpeza no lixo.
Não tomar antibióticos, a vacina da Gripe Sazonal também não protege e a vacina para este vírus (quando disponível), poderá reduzir a probabilidade mas a sua eficácia preventiva nunca será de 100%.
Quem teve gripe A fica protegido contra o vírus e pode cuidar de quem está doente, sem correr risco algum.

E nem tudo é mau – se estivermos atentos ao que se passa à nossa volta, ao bombardeamento de recomendações, à mudança de hábitos de alguns dos nossos conhecidos (ou não conhecidos), à postura cívica de algumas pessoas, podemos notar algumas diferenças.
Todo este alerta faz emergir as regras dos “bons hábitos de vida” em termos de higiene pessoal, social e comunitária, de educação cívica e ambiental, que tal como os valores humanos se têm vindo a esquecer em detrimento do egoísmo e egocentrismo, do prazer simples e descuidado.

Pois são estes “bons hábitos” o segredo para evitar o contágio:

  • Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, sobretudo depois de espirrar, tossir ou tocar em objectos que possam estar contaminados; (Pode ainda usar toalhetes descartáveis ou soluções de base alcoólica);
  • Quando tossir ou espirrar, cubrir a boca e nariz com um lenço, de preferência de papel, que deitará fora de seguida, para um recipiente ou saco de plástico para não voltar a ser reutilizado. Não tendo lenço, proteja a emissão de partículas com o cotovelo.
  • Evitar o contacto das mãos com os olhos, boca e nariz;
  • Limpar as superfícies sujeitas a contacto manual com um produto de limpeza normal (maçanetas das portas, etc.);
  • Evitar os grandes aglomerados como centros comerciais, mas não fazer disso uma obsessão;



Grupos de risco são essencialmente:




  • As crianças (muito também pelo trauma relacionado com o efeito alarmista com que as noticias estão a ser divulgadas), sobretudo as crianças com alguma situação clínica concomitante (asma grave, doença imunitária…);
  • Os Idosos, também neste caso, mais vulneráveis se padecem de alguma doença ou debilidade associada;
  • As grávidas, pela diminuição das defesas, inerentes á sua situação;
  • Pessoas no geral com patologias do foro imunitário, ou outra que implique a diminuição da resposta do organismo ao vírus, ou que seja agravada pelo “ataque” do vírus (pneumonia, por exemplo).



E a comunicação fala-nos do "grande" número de infectados no Brasil… Percebe-se porquê? É Inverno/Primavera… mas ouviram isso nas noticias? Então e os números da Gripe Sazonal (no Brasil) que são muito mais elevados que os da Gripe A?

Deixo uns registos interessantes: Das doenças infecciosas, a Gripe A é uma das menos graves. Ela mata tanto quando a Gripe Sazonal, que aparece todos os invernos. O sarampo mata 40 vezes mais. A meningite, 200 vezes mais.

Quando a comunicação social só chama a atenção para as mortes, para os factores negativos da doença, isso é alarmismo. É necessário noticiar, uma obrigação de quem faz a noticia e a divulga é contribuir para que as pessoas conheçam a doença e a maneira de enfrentá-la.



A novidade desta gripe em relação à gripe sazonal é que ela afecta também pessoas "saudáveis". Enquanto a gripe sazonal costuma afectar as crianças – cujo sistema imunológico ainda não está formado – e idosos, mas as estatísticas tendem a revelar que a taxa de mortalidade ligada a infecção pelo H1N1 = 0,16%, enquanto pelo Influenza Sazonal = 0,5% (mais do dobro).

Nós por cá também estamos a entrar na estação mais favorável ao vírus (tal como na Gripe Sazonal), mas quais serão os números contabilizados este ano?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ACAREG 2009 Região de Lisboa

Está a decorrer em Ferreira de Zêzere, onde estão, talvez, cerca de 2000 escuteiros e que ontem chegaram vindos de vários pontos da região de Lisboa.
O local é uma maravilha da natureza, onde sobressai o verde da vegetação e a tranquilidade própria destas paisagens. Mas de repente a tranquilidade acaba, e o verde é preenchido com imensas cores, são os escuteiros que chegaram a campo. Mochila às costas, carregados de materiais, risos, gritos, canções e a azáfama da montagem de campo começa.
Tudo está pensado até ao último pormenor para que tudo corra sem percalços. Cada um sabe qual a sua função e tenta desempenha-la o melhor possível.
E se o trabalho da chefia que está com as secções é deveras exigente, não é menos o dos chefes que estão de retaguarda a assegurar os serviços, tais como abastecimentos e distribuição de mantimentos, zona da cozinha e alimentação, zona de lazer, cerimónias, comunicação, secretaria, pronto socorro, tratamento de lixos,...enfim uma verdadeira cidade que se construiu num espaço de 2 dias.
Sob o tema "Homens novos para uma nova Humanidade" foi criada a mística deste evento: "ALLIS UBBA" é uma nave com toda a sua tripulação que chega a Zêzerus e aí permanecem para conhecerem os hábitos, crenças e valores daquele povo.
A cerimónia de abertura, iniciou com a Eucaristia, presidida pelo Patriarca de Lisboa, sendo vivida com muita alegria e continuou com uma encenação espectacular, organizada pelo nosso Núcleo. Aí assistiu-se à chegada da tripulação a Zêzerus e ao encontro dos Terráquios com o povo de Zêzerus que após se entenderem resolveram acampar juntos naquelas terras.
A Bobadela não esteve enquanto Agrupamento, mas foi representada por 3 dirigentes, 1 lobita e 1 explorador. Os dirigentes estiveram na prestação de serviço e preparação da Cerimónia. A lobita e um dos dirigentes participaram activamente na encenação como narradores. O coro e a assembleia foram animados também por um dos dirigentes.
O Explorador e a Lobita vão viver todo o Acareg (sorte a deles). Depois destes 2 dias de montagem de campo começam as actividades de secções que são diversas e muito variadas, mas nós, tivemos de voltar. Foram 2 dias muito intensos e emocionantes para quem nunca viveu uma actividade desta dimensão.
Enquanto passávamos pelos subcampos tivemos a certeza que os nossos escuteiros iriam adorar estar ali, e acho que estamos à altura de vivermos uma actividade destas, por isso, Agrup 1243, qualquer dia vamos nessa, tá?

Raposa Leal