quarta-feira, 5 de agosto de 2009

ACAREG 2009 Região de Lisboa

Está a decorrer em Ferreira de Zêzere, onde estão, talvez, cerca de 2000 escuteiros e que ontem chegaram vindos de vários pontos da região de Lisboa.
O local é uma maravilha da natureza, onde sobressai o verde da vegetação e a tranquilidade própria destas paisagens. Mas de repente a tranquilidade acaba, e o verde é preenchido com imensas cores, são os escuteiros que chegaram a campo. Mochila às costas, carregados de materiais, risos, gritos, canções e a azáfama da montagem de campo começa.
Tudo está pensado até ao último pormenor para que tudo corra sem percalços. Cada um sabe qual a sua função e tenta desempenha-la o melhor possível.
E se o trabalho da chefia que está com as secções é deveras exigente, não é menos o dos chefes que estão de retaguarda a assegurar os serviços, tais como abastecimentos e distribuição de mantimentos, zona da cozinha e alimentação, zona de lazer, cerimónias, comunicação, secretaria, pronto socorro, tratamento de lixos,...enfim uma verdadeira cidade que se construiu num espaço de 2 dias.
Sob o tema "Homens novos para uma nova Humanidade" foi criada a mística deste evento: "ALLIS UBBA" é uma nave com toda a sua tripulação que chega a Zêzerus e aí permanecem para conhecerem os hábitos, crenças e valores daquele povo.
A cerimónia de abertura, iniciou com a Eucaristia, presidida pelo Patriarca de Lisboa, sendo vivida com muita alegria e continuou com uma encenação espectacular, organizada pelo nosso Núcleo. Aí assistiu-se à chegada da tripulação a Zêzerus e ao encontro dos Terráquios com o povo de Zêzerus que após se entenderem resolveram acampar juntos naquelas terras.
A Bobadela não esteve enquanto Agrupamento, mas foi representada por 3 dirigentes, 1 lobita e 1 explorador. Os dirigentes estiveram na prestação de serviço e preparação da Cerimónia. A lobita e um dos dirigentes participaram activamente na encenação como narradores. O coro e a assembleia foram animados também por um dos dirigentes.
O Explorador e a Lobita vão viver todo o Acareg (sorte a deles). Depois destes 2 dias de montagem de campo começam as actividades de secções que são diversas e muito variadas, mas nós, tivemos de voltar. Foram 2 dias muito intensos e emocionantes para quem nunca viveu uma actividade desta dimensão.
Enquanto passávamos pelos subcampos tivemos a certeza que os nossos escuteiros iriam adorar estar ali, e acho que estamos à altura de vivermos uma actividade destas, por isso, Agrup 1243, qualquer dia vamos nessa, tá?

Raposa Leal

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Lobitos... O "porquê" dos 6 ou 7 anos como idade de admissão?

Esta é uma questão que, parecendo banal, ultimamente temos colocado a nós próprios. Porque não se trata apenas de optar por uma idade cronológica, mas quando olhamos este assunto com mais racionalidade e quando vivemos no terreno as situações, a reflexão que nos move perde de imediato esse sentido de banalidade e cresce em acto e decisão de responsabilidade.
Um ano (cronológico) na vida de uma criança parece insignificante, porém um ano de experiências, de vivências, saberes e socialização, para quem conhece um pouco do processo de desenvolvimento e crescimento infantil entende que não é bem assim. Estamos a falar de um ano que é um mundo de transformações ao nível individual e da relação, com consequências tão imediatas que se reflectem, por exemplo, na capacidade de autonomia, no saber ler e na interiorização racional da mensagem exterior.
A transição dos 6/7 anos é com efeito uma fase muito particular no processo de crescimento e desenvolvimento de qualquer jovem, sendo igualmente verdade que qualquer criança tem o seu próprio processo de crescimento, igual e diferente de todas as outras.
Não é objectivo deste texto analisar essa etapa ou fase do desenvolvimento infantil, mas com ela por pano de fundo, levantar uma primeira fonte de reflexão: O que fará mais sentido e será melhor para a criança (entre linhas: entrar para o escutismo aos 6 ou aos 7 anos)?
E é nesta perspectiva – do que é melhor para a criança – que se deve começar a resposta.
Portugal é dos poucos países que ainda admite no escutismo crianças com 6 anos e por vezes com menos. E mais uma vez 6 ou 7 anos parece uma diferença tão insignificante. Mas não, a diferença pode ser abismal, e começa logo pelo grau de independência e autonomia individual, embora também tenhamos de considerar outros aspectos que nos darão o verdadeiro contexto:
Aos seis anos abre-se um novo universo à criança, quer pela entrada na primária, na catequese… quer pelo que isso significa em termos de informação, formação ao nível do saber estar, do saber ser e ao nível do saber saber. Ou seja corresponde a uma fase em que, modo geral, há um autêntico bombardeamento de informação, que só mais tarde, aos 7 anos, a criança começa a ser capaz de racionalizar e contextualizar. Além disso, como fenómeno facilitador da entrada/integração na vida escutista, para a relação da e com a criança, é nessa altura (7anos) que a ela já “sabe ler”.
Além disto, é característica etária, aos 7 anos haver uma maior capacidade para lidar com novos conceitos e tirar frutos da vivência que o escutismo proporciona. Não significa isto que uma criança mais nova não possa viver as experiências escutistas, mas o que delas retira será apenas o prazer pelo prazer da actividade, não consegue apreender a sua mensagem educativa, não consegue interiorizar o significado mínimo do compromisso escutista, da promessa, não entende o conceito que está para além da festa que surge aos seus olhos como algo bonito, alegre, mas que é o menos importante.
Noutra perspectiva, há ainda que olhar para o lado dos recursos adultos do agrupamento e a sua capacidade para dar apoio a uma alcateia mais ou menos numerosa, com jovens muito diferentes em autonomia e capacidade de entendimento, que leva a que alguns (poucos), normalmente os mais imaturos não consigam superar as provas das diversas etapas de progresso.
Aqui começa um momento de frustração para a criança, quando da parte dos dirigentes tem de haver a coragem de decidir pela incapacidade (ainda que temporário) daquela criança para assumir um compromisso que se quer sério logo desde o primeiro momento. Aqui, repito, começa um momento de frustração também para alguns pais (e conflito), porque o filho não faz a promessa como os demais, é ainda um momento de algum desalento para o bando a que o jovem pertence porque encontra um “Pata Tenra” onde em teoria já devia estar um Lobito.
Se há pais que percebem, outros há que necessitam de informação (e este é também o papel do Dirigente), se há pais que aceitam, outros há que pura e simplesmente retiram os filhos do movimento, ou do Agrupamento.
Posto isto nunca é demais reforçar que cabe aos pais o dever de educar e de decidir o caminho dos filhos no escutismo. 6 ou 7 anos ?. É dever do Dirigente decidir da aceitação ou não, face aos conhecimentos que tem do escutismo, face ao impacto que poderá causar na alcateia, face ao que numa primeira avaliação considerar, em diálogo com os pais, ser benéfico para a criança.
Impera neste domínio a necessidade do bom senso, tanto por parte dos pais que propõem a admissão, como por parte do Agrupamento que decide a admissão.

sábado, 4 de julho de 2009


VII ACAGRUP-2009

Este ACAGRUP, foi, de facto, uma experiência interessante. É claro que o acampamento teve perspectivas diferentes em cada um de nós, mas vou explicar um pouco do que aconteceu e também o meu ponto de vista.
Bem, após termos deixado a sede e os nossos pais, embarcámos naquilo que esperávamos ser uma grande aventura. Depois de muitas horas passadas, quando chegámos a campo… durante a montagem das tendas, nós (os mais velhos) apercebemo-nos de que os lobitos se sentem valorizados apenas por fazerem algo, mesmo que não seja muito, que de certa maneira, eles sabem que pode ajudar (o que já nos tinham dito os chefes na primeira reunião de guias).
No primeiro dia não saímos das redondezas. Após a montagem de campo iniciámos a cerimónia de abertura com uma oração entre agrupamento, em que o Pe.Luzia nos deu a conhecer um pouco da vida de S. João. Ainda antes de irmos descansar após um longo dia de trabalho realizámos uma caminhada, que se tornou mais interessante principalmente para os mais novos, pois assistimos a um pequeno jogo de futebol.
Os dias foram-se passando: no segundo dia houve um jogo de vila no concelho de Vila Verde, no terceiro ficámos todo o dia na praia fluvial, na qual realizámos um jogo. Mas todos estavam ansiosos pelo dia 27 (Sábado). E porquê? Bem, resume-se em poucas palavras: FIM-DE-SEMANA RADICAL. Sim, era isto o que todos esperavam. Talvez não fossem completamente todos, de certa maneira. Mas os que não ansiavam este dia aprenderam a gostar dele. E além do mais, o que é ser-se escuteiro sem actividades radicais? Ah! e não nos podemos esquecer que também tivemos muito tempo para dar uns mergulhos na piscina(aquilo que também todos esperávamos). Enfim, muitos momentos de convívio, alegria e divertimento. E ainda estivemos presentes na Eucaristia de Domingo, para finalizar o acampamento.
Ao longo destes dias todos aprenderam muito uns com os outros: os mais novos com os mais velhos, e mesmo os mais velhos com os mais novos. Penso que passámos grandes momentos que nos marcaram e espero que viagens como as nossas nunca sejam esquecidas.
Francisco Magalhães

segunda-feira, 29 de junho de 2009

FINAL DO ACAGRUP


Aqui fica a foto da família vencedora dos jogos do VII ACAGRUP.

Fica também o aviso de que no Site já há uma página especifica para o evento, onde são focados diversos aspectos colectivos e individuais.

O seu conteudo já pode ser visualizado, embora ainda esteja em construção:

http://agr1243.cne-escutismo.pt/ na página de entrada clica no Link à esquerda que se refere ao ACAGRUP

domingo, 28 de junho de 2009

5º DIA 28/06 ULTIMO DIA

10h - Perdão pelo atraso, mas a chuva e erros técnicos... falta de rede...

No decurso de um extraordinário “Toldo de Conselho” que substituiu o tradicional Fogo de Conselho devido á inesperada visita da chuva, os jovens mostraram porque soa criativos e imaginativos. Atrevo-me a dizer que foi o melhor conjunto de peças que assisti nos ACAGRUP do agrupamento, todas elas originais, fruto da imaginação e empenho dos seus actores/autores.
Feita a avaliação onde todos disseram um pouco de sua justiça, destaco pela enorme maturidade do discurso, pela lucidez do que disse, que foi ao encontro daquilo que os dirigentes têm tentado incutir no grupo, a Enorme/pequena Inês Micaela disse qualquer coisa como: Gostei porque… (são palavras minhas mas resumem o que ela disse) – “estivemos com os Pioneiros e Exploradores, mais velhos, que são as nossas referências”. Nada de especial não é verdade? Apenas porque foi dito por uma criança…
Revelados os Cromos do Agrupamento deste ano de 2008/2009:
I Secção – Inês Micaela
II Secção – Gonçalo Oliveira
III Secção – Joana Moura
Dirigentes – Nuno Alves.
E a Chuva gostou tanto que não nos abandonou um segundo durante toda a noite.
Agora… Com roupas de recurso porque as habituais para uma celebração eucarística estão… digamos… quase ensopadas… vamos à missa…
Ninguém acordou cedo, tal como ninguém arredou pé para as tendas antes da 01.00h e ninguém se queixou.
Facto insólito: neste acampamento nenhum lobito chorou pelos pais e quase todos perguntam se podem ficar mais dias e se voltamos a fazer o mesmo… até ao Patas Tenras…

Hora prevista de saida de Campo - 16h

sábado, 27 de junho de 2009

ACAGRUP - 4º DIA (27/06)

18.00h
Em primeiro lugar obrigado pelos comentários, que lemos mas nem temos tempo de digerir.
Em segundo lugar, vamos a mais um pequeno relato:
Para gládio de todos, todos estão na Piscina a “curtir” depois de uma caminhada a subir o curso de uma ribeira cheia de obstáculos naturais, mas com uma beleza que não se descreve em palavras.
Houve quedas que levaram a banhos forçados, alguns dos chefes saíram mesmo lesionados (que assim é que tem piada), escorregadelas à Indiana Jones e muita gargalhada, mas sobretudo e é isto que importa: o espírito de ajuda doa mais velhos em relação aos mais novos, nalguns casos com sacrifício da própria integridade, no que se destacou o Tiago Oliveira e o Carlos (Pioneiro), sem desprimor para todos os outros, que arregaçaram mangas e calções e ajudaram Lobitos da família deles e das outras em local especialmente difícil do percurso.
Claro que os demais guias e sub guias tomaram conta dos Lobitos a seu cargo com todo o mérito e com todo o empenho.
Mas mais que palavras vejam algumas das fotos na secção respectiva deste Blogue, mais abaixo.

13.49h
Afinal o Radicalismo foi um pouco mais moderado do que estamos habituados. Começámos ás 10.30h com o concurso de tiro com arco e flecha, onde todos dispararam e, modo geral, não acertaram.
Frustrados, com pontuações baixas, passavam em alternância para um percurso de orientação tentando com ajuda de mapa/carta encontrar objectos escondidos na mata. Aqui, pontuação máxima para todos que mostraram ter olho vivo (e cara de escutas).
E aquilo que foi novidade para alguns, decepção para outros e experiência inesquecível ainda para alguns outros – o Slide que consistiu na descida de um morro, partindo de cima de um eucalipto, numa altura total equivalente a um 3º andar e numa distância de 20 a 30m. Foi novidade para os que nunca experimentaram, inesquecível para os que gostaram e desilusão porque a maioria de nós já fizemos percurso muito mais acentuado.
Ninguém se magoou, todos ficaram felizes, alguns fizeram questão de repetir.

06.15h
Reforçada a equipa de dirigentes e pioneiros com a chegada, cerca das 1.30h, da Beta, Cláudia, Mónica e do Pioneiro Carlos.
Estamos prontíssimos para mais um dia:
DIA RADICAL

6.30
Os primeiros lobitos dão sinal de vida e não deixam dormir os colegas de tenda. Será a excitação pelo que imaginam vir a ser o dia de hoje?
Até ao momento, ao contrário do que é habitual em outros ACAGRUP, ainda não houve choro de saudade… Também os mais novos têm sido extremamente bem acompanhados pelas respectivas famílias, em especial pelos guias e sub guias, cujos cuidados e preocupação para com eles tem sido exemplar.
Refira-se a necessidade da Nádia levar ás "cavalitas" a Inês Pereira na descida pela encosta da serra até ao rio; O Miguel a fazer o mesmo ao Serol; o Ivo na orientação ao Tomás Neves, o Tiago Oliveira e a Joana Moura com o Gonçalo. Inclui-se neste grupo de “cuidadores” indispensáveis (por exemplo, na preparação dos jovens à noite antes do recolher), a Daniela, o Pedro Micaela, a Filipa Moura, a Mariana, o Gonçalo – sempre em equipa com o Miguel – a Carolina.
Os exploradores destacam-se pelo seu bom ambiente e boa disposição, assim como pela motivação com que se lançam para cada actividade.
Ontem ainda tivemos um pequeno susto com uma queda da Viviana, felizmente sem qualquer consequência e que ainda serviu como momento de aprendizagem e boa disposição, onde se manifestou a solidariedade entre todos. NOTA QUE A VIVIANA NÃO SOFREU QUALQUER CONSEQUÊNCIA DA QUEDA.

Factores negativos até ao momento: Alguns elementos (muito poucos) ainda não perceberam que estar no escutismo, e no ACAGRUP em particular, é um momento de aprendizagem e partilha e não de “férias”, o que os leva a afastar-se do grupo numa atitude de egocentrismo e ausência de colaboração, evidenciando uma atitude de consumismo em lugar de participação.